terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Na infância

Ultimamente ando com muita dor de cabeça e acho que pode ser minha hipermetropia. Sabe o que meu oftalmologista me disse quando lhe comentei que nasci com as vistas cansadas? Que isso era absolutamente normal e que muitas crianças têm esse problema só que com o passar dos anos a vista vai melhorando e não precisa mais usar óculos. Só que me esqueci de lhe contar que eu sempre, sempre usei óculos. E me lembro do primeiro que minha mãe me comprou quando eu tinha seis anos: era rosa e tinha o formato de gatinha (miau!). Como uma lente era muito mais potente que a outra, eu parecia um ET com os óculos cor de rosa de um lago quase um microscópio, do outro lado normal. Cresci com uma armação pior que a outra, pois como eu sempre perdia minha mãe comprava a versão mais barata e com cordinha nas pontas na ilusão de prendê-los à minha cabeça. Só que eu detestava usar óculos e eu só colocava mesmo quando estava na frente dela. Para mim era a morte usar óculos e ainda mais aqueles modelos cafonas. Até que cheguei à adolescência e passei alguns anos sem usar óculos por pura rebeldia. Eu bem que conseguia ler e estudar, mas não podia ver muita televisão, pois passar algumas horas na frente da caixa boba fazia meus olhos lagrimejarem como se houvesse morrido toda a minha família junta em um acidente nuclear. Ou seja, praticamente não assistia televisão. E até hoje sou assim, quase não assisto nada na televisão primeiro por que já não tenho mais costume, segundo por que me cansa muito a vista e depois minha cabeça começa a doer muito. E imagine só eu ter dor de cabeça por algum programinha vagabundo da televisão. Nem pensar! Prefiro ler algum livro!